Iluminação ecológica: Lâmpada de Moser
Em
Uberaba, Minas Gerais, o mecânico Alfredo Moser deu às garrafas PET um novo
uso: a de lâmpada/luminária. Fixando as garrafas cheias de uma mistura de água
e água sanitária, em um telhado, o mecânico conseguiu resultados
impressionantes: as garrafas alcançaram uma intensidade luminosa equivalente a
uma lâmpada de 60W através da refração da luz solar em seu interior.
Soluções
como esta se mostram interessantes pelo fato de fazer uso de um material
não-biodegradável e que é lançado em aterros sanitários em enormes quantidades.
Além disso, tais inovações, investigadas e desenvolvidas adequadamente, podem
levar a um protótipo que, futuramente, pode ser produzido em escala industrial
e utilizado na construção civil.
METODOLOGIA:
Os
estudos desta pesquisa se apoiaram, em um primeiro momento, nos conceitos de
Refração da Luz, mostrando a importância dada para a trajetória da luz quando
ela muda do meio ambiente para um material refringente (ar – polietileno
tereftalato – água); em seguida foram aplicadas as leis da refração, que
permitiram iniciar os estudos volumétricos da “lâmpada de água”.
Em
um segundo momento, estes estudos se estenderam para os limites da refração
luminosa no interior da lâmpada e o inicio do fenômeno conhecido como reflexão
total. Os ensaios envolveram capacidades volumétricas de garrafas diferentes,
com a expectativa de se refinar, através de medições com aparelhos luxímetro e
coleta de dados, formatos e até mesmo colorações que apresentem a maior
capacidade para se tornarem lâmpadas.
ESCOLHA
DA MELHOR GARRAFA
Foi
produzida uma tabela que compara a eficácia entre diferentes volumetrias de
garrafas PET (600ml, 1,5 e 2 litros); demonstrando a quantidade de LUX emitidos
por cada garrafa em horários e condições climáticas específicas (dia ensolarado
e nublado; medições das 8:00-10:00 e das 14:00-16:00). Afere-se desta tabela
que as lâmpadas de água podem ser aplicadas na construção civil com maior
eficiência em países que apresentam, na maior parte do ano, clima ensolarado,
uma vez que elas dependem da incidência de luz direta para refracionar os raios
solares. Outra evidência é a relação da volumetria da garrafa PET com a
proporção de LUX medidos; quanto maior sua volumetria, maior sua superfície exposta
e, logo, maior a quantidade de luz refletida. Pode-se destacar também que as
garrafas transparentes são, aproximadamente, 20% mais eficazes que as garrafas
com mesmo volume, mas de coloração esverdeada.
Fonte:
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Marcadores: Meio Ambiente, Tecnologia

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